Devolver o bem recebido foi à promessa feita por Sirlene Maria de Oliveira Souza, idealizadora da Casa Acolhedora Vovô Antônio, que em oito anos de fundação muito tem contribuÃdo com os pacientes de câncer vindos de lugares longÃnquos do Brasil, para tratamento na Fundação Pio XII.
Sirlene utilizou a herança do pai para a construção do espaço, que a princÃpio tinha como meta cuidar de crianças e adolescente com câncer, como as necessidades foram aumentando, o espaço se ampliou. Com a doação de terreno anexo a Casa foram construÃdos com a ajuda da população em geral 12 apartamento para alojar transplantados e seis kitnetes para pacientes paliativos.
“Digo que somos um grupo de amigos, pois uma andorinha sozinha não faz verão, então somos um grupo de amigos unidos para trabalhar em prol das crianças com câncer”, diz Sirlene, ressaltando que a famÃlia é a base de tudo, por isso a Casa Vovô Antônio, que além do paciente também acolhe um dos familiares para o acompanhamento. “Nas kitnets podem ficar até cinco familiares”, frisa Sirlene.
Alojamentos
Na Casa Vovô Antônio ficam alojadas 36 crianças/adolescente mais acompanhamento, na área de transplantados 12 pacientes mais seu acompanhante, nas kitnetes seis doentes paliativos e até cinco familiares. Todos recebem refeições gratuitamente.
“Além dos alojados também damos refeições a outras pessoas. Já chegamos a ter 150, 160 pessoas para refeição na casa, ninguém paga nada, são oferecidas cinco refeições dia. O hospital faz uma seleção daqueles que não tem condições de pagar por alojamento ou alimentação, pois não temos assistente social para isso”, diz Sirlene.
Funcionários e recursos
Para todo o trabalho, a Casa conta com 12 funcionários, três são pagos por particulares, colaboradores da entidade. Outros nove são mantidos pela Fundação Pio XII : três guardas, três para limpeza e três para a cozinha. Os recursos que mantêm o local são oriundos de sócios beneméritos que doam R$ 10 por mês, dinheiro que paga muitas das despesas, de eventos promovidos pela direção da Casa, sempre em parceira com os voluntários e ajuda da comunidade.
“Infelizmente a prefeitura não disponibiliza verba para nós, pois não atendemos crianças do municÃpio, essas têm como se locomover do hospital para casa. A prefeitura nos dá isenção de 70% na conta de água. Na casa ficam pessoas de longe, de Rondônia, Acre, Mato Grosso, locais longe, nos quais as pessoas não têm como ir e vir todos os dias. Temos uma menina transplantada do Acre, que há um ano está conosco, ela e o pai”, conta Sirlene.
Obras
A cozinha da Casa foi ampliada e vem sendo adaptada para o atendimento que hoje é realizado com o alojamento para pacientes paliativos. No local há a separação das pias para cada necessidade – uma pia para descongelar carne, outra para a limpeza de verduras, outra para a lavagem de pratos, isso para evitar qualquer tipo de contaminação que possa prejudicar a pessoa que recebeu o transplante.
Outros projetos estão nos planos – como a construção de uma lavanderia para a área de transplantados e um depósito de lixo – para isso, a direção da Casa, aguarda a abertura da rua João Baroni.

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