Na tarde de ontem, por volta das 15h, a PolÃcia Civil, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), fez a reconstituição de um homicÃdio ocorrido na avenida 5, nº 2521. Segundo a polÃcia, o crime ocorreu no dia 30 de novembro de 2008, à s 13h55. Nesta data, a vÃtima Diego Alves da Silva de Araújo, vulgo Dieguinho, com 27 anos na época, faleceu em decorrência do disparo de uma espingarda calibre 44. Na última quinta-feira (11), Fábio Luiz da Silva, de 41 anos, se entregou a polÃcia assumindo toda a culpa do crime, conforme foi publicado no JBR.
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Segundo Fábio, que estava foragido com a famÃlia em Uberlândia desde a data do crime, sua esposa Adriana teria apanhado de Dieguinho na tarde do homicÃdio e quando viu ela machucada foi tirar satisfação com o suposto agressor. Fábio ainda diz que foi acompanhado do cunhado Diego Azambuja Alvarenga e do seu filho de 15 anos e ainda estaria portando uma espingarda.
Como consta, Fábio teria pulado um muro, sendo seguido por Fernando e Diego, bateu na porta e foi atendido por Dieguinho. Logo após, começou a agredir Dieguinho com socos e coronhadas, arrastando-o em seguida para a parte exterior do cortiço e depois teria realizado dois disparos, um deles acertando na região entre os olhos e sendo fatal.
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A polÃcia desconfia da versão de Fábio e a reconstituição foi feita para esmiuçar o crime e verificar os fatos. “A reconstituição foi feita pelo ângulo dele (Fábio). O Fábio está assumindo a culpa direta pelo crime, mas as investigações apuraram que não foi ele que atirou diretamente, mas sim o companheiro dele no momento do crime. A reconstituição está sendo feita para verificar todos os detalhes e o júri terá mais um elemento forte para ter a certeza visual do crime e as circunstâncias em que ele foi cometido”, explica o delegado da DIG, Dr. Júlio César Cardoso, que coordenou toda a operação de reconstituição.
O companheiro de Fábio, citado pelo Dr. Júlio, que a polÃcia acredita que possa ter sido o autor dos disparos é Diego Azambuja Alvarenga, cunhado de Fábio, que estava junto com ele no momento do crime e que já possui antecedentes criminais. Diego permanece foragido.
O delegado ainda afirma que Fábio mostrou muita emoção e certa imprecisão no momento da reconstituição. “Ele demonstrou bastante emoção, até porque ele retornou a um lugar onde cometeu um crime bárbaro, atentando contra a vida humana. Ele mostrou dúvida em alguns pontos, mas em outros detalhes foi perfeitamente convincente”.
Durante a reconstituição, Fábio simulou todas as ações que teria feito no momento do crime e, sob a coordenação do Dr. Júlio, investigadores da PolÃcia Civil trabalharam como atores substituindo os outros indivÃduos que participaram da cena do crime.

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